Portugália despede dezenas e obriga centenas a férias forçadas

portugaliaO Grupo Portugália despediu de dezenas de trabalhadores com contratos de trabalho a termo e obrigou unilateralmente centenas de trabalhadores a férias forçadas sem acordo. “O que manifestamente constitui uma ilegalidade patronal!” considera o Sindicato de Hotelaria do Sul numa Nota à Comunicação Social:

GRUPO PORTUGÁLIA SOLICITA APOIO ESTATAL, SEM RESPONSABILIDADE SOCIAL!

O Grupo Portugália, detentor de dezenas de estabelecimentos de restauração, faz questão de se apresentar como uma empresa modelo na área da alimentação e bebidas, em Portugal, decidiu no passado dia 16 de março, o encerramento voluntário de todos os estabelecimentos comerciais do grupo.

A decisão foi tomada, ainda antes, de qualquer medida restritiva aprovada pelo governo português ou pelas Autoridades de Saúde.

Tal medida voluntária do encerramento, foi anunciada como sendo de carácter preventivo, tendo como objectivo maior, a protecção dos trabalhadores e dos clientes.

Segundo a versão da empresa a medida anunciada prende-se com a responsabilidade social do Grupo Portugália.

No entanto, o Grupo Portugália, esqueceu-se de referir que dias antes de comunicar publicamente a decisão de encerramento das suas unidades, procedeu ao despedimento de dezenas de trabalhadores com contratos de trabalho a termo ou que obrigou unilateralmente centenas de trabalhadores a férias forçadas sem acordo.

O que manifestamente constitui uma ilegalidade patronal!

Neste sentido, e ao contrário da mensagem que a empresa tenta passar aos trabalhadores, aos clientes e à sociedade em geral, não se trata de nenhuma medida de responsabilidade social, mas antes, uma estratégia com vista a diminuir o impacto da pandemia de COVID-19 nos lucros do Grupo Portugália (acumulados aos longos dos anos).

Trata-se igualmente na transferência dos custos, por decisão da Administração, para as costas dos trabalhadores. Longe do objectivo que deveria ser a manutenção dos postos de trabalho, a empresa, numa atitude de verdadeira insensibilidade social, prefere os lucros a manter postos de trabalho.

Assim sendo, a Direcção do Sindicato de Hotelaria do Sul, e a Comissão Sindical na empresa, asseguram a todos trabalhadores, e sócios do Sindicato, que se manterão atentos às manobras e ilegalidades da empresa.

FONTE: Sindicato de Hotelaria do Sul\\\\\