Trabalhadores da Fima-Olá estão hoje em greve

20190106FimaOla arquivo 20180221Os trabalhadores da Fima-Olá realizam hoje uma greve de 24 horas, com concentração, pelas 14h30, no largo fronteiriço à portaria da fábrica, em Marinhas de D. Pedro (Santa Iria de Azóia), face ao ilegal impedimento de realização de plenários dentro das instalações, informou o SITE CSRA.

Numa atitude de intransigência, a administração da Fima-Olá – Produtos Alimentares persiste em não permitir a realização de plenários desde há um ano, apesar de já ter sido multada duas vezes pela ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho), refere o sindicato, numa nota à comunicação social.

A forma de luta que hoje decorre visa repudiar este comportamento da administração e possibilitar a participação dos trabalhadores na concentração-plenário, para analisarem os problemas inscritos no pré-aviso de greve e tomarem medidas para a defesa dos seus direitos relativamente ao futuro próximo.

No âmbito da situação social e laboral na empresa, os trabalhadores e o seu sindicato pretendem analisar as reuniões com a administração, realizadas em Abril, Maio, Novembro e Dezembro de 2018, a venda do negócio de margarinas e cremes vegetais à Upfield e a proposta reivindicativa para 2019.

A redenominação do negócio de margarinas da multinacional Unilever (e da Unilever Jerónimo Martins) para Upfield foi feita no Verão de 2018, quando ficou concluída a venda à sociedade gestora de fundos KKR, sediada nos EUA.

Proibição punida

No resultado de duas acções inspectivas, feitas a pedido do sindicato, a ACT «procedeu ao levantamento de auto de notícia por motivo de infracção (muito grave), respeitante a proibição de reunião de trabalhadores no local de trabalho», reconhecendo à Comissão Sindical o direito à sua marcação.

Entretanto, reconhecido assim o direito de marcação de plenários, veio a administração levantar a questão dos serviços de natureza urgente e essenciais. De novo, a ACT reconheceu a proposta de serviço de natureza urgente e essenciais apresentada pela Comissão Sindical, levantando o segundo «auto de notícia por motivo de infracção (muito grave) respeitante a proibição de reuniões de trabalhadores».

Quando convocou os plenários de duas horas, para 7 de Janeiro, a comissão sindical do SITE CSRA na empresa avisou, em comunicado, que estava já acautelada a possibilidade de recurso à greve, caso a administração voltasse a cometer a ilegalidade de os proibir.

FONTE: FIEQUIMETAL